Alastro de cernes em ardor
Terra de eflúvios regada em carmesim;
Borra exclama, eco sem ressonância;
Broto se deflora, chegou ao fim.
Nossos muros cantam à ignorância.
Estrelas de chumbo, valem a vela
Seu céu é rútilo, o meu é escuro
O que vejo são muros.
Muros que aprisionam murmúrios.
Seu céu é rútilo, o meu é escuro
O que vejo são muros.
Muros que aprisionam murmúrios.
Negligenciados por deus, estado e esperança;
Infame ânsias já degradas.
Inócuas as almas castigadas,
Muros em escárnio à nossa desgraça.
Infame ânsias já degradas.
Inócuas as almas castigadas,
Muros em escárnio à nossa desgraça.
Cuspo barro, ousaram me enterrar
Mas da minha terra renasci.
Antes que algo pudesse reivindicar
Ao muros era oponente,e ali novamente eu perdi.
Mas da minha terra renasci.
Antes que algo pudesse reivindicar
Ao muros era oponente,e ali novamente eu perdi.


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