Alastro de cernes em ardor



Terra de eflúvios regada em carmesim;
Borra exclama, eco sem ressonância;
Broto se deflora, chegou ao fim.
Nossos muros cantam à ignorância.
Estrelas de chumbo, valem a vela
Seu céu é rútilo, o meu é escuro
O que vejo são muros.
Muros que aprisionam murmúrios.
Negligenciados por deus, estado e esperança;
Infame ânsias já degradas.
Inócuas as almas castigadas,
Muros em escárnio à nossa desgraça.
Cuspo barro, ousaram me enterrar
Mas da minha terra renasci.
Antes que algo pudesse reivindicar
Ao muros era oponente,e ali novamente eu perdi.
Marasmo 


Graça Craidy 



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